Ainda há esperança

Enquanto ficas no teu canto esqueces-me, esqueces-me hoje, já me esqueceste ontem e assim sucessivamente. Não sentes saudades, não queres um beijo de boa noite e um 'olá' só te traz nervos por não te largar, por não te deixar na tua vida. Desculpa, não consigo! Mexes demasiado comigo, preciso da tua atenção, preciso de saber que me queres como eu te quero. Quando estou entretida tu nem me vens ao pensamento, só pequenos pormenores é que fazem com que me lembre de ti, mas quando estou no meu canto, a pensar, a descontrair, dói. Dói muito. Fazes-me sentir mais uma, uma que te liga quando tu queres atenção de alguém, quando as outras estão fartas do teu jogo. Porque não sou eu assim? Porque te perdoo? Porque te procuro e porque quero saber de ti?
Mas, mesmo quando me trazes estes sentimentos tão escuros à minha mente eu consigo rir-me, consigo ser feliz, afinal já passou algum tempo. Afinal já me habituei à ideia. E mesmo com a ideia dentro de mim ainda não encontrei explicação porque te foste embora, porque me deixaste quando eu menos esperava... Porque me dizias aquelas pequenas/grandes frases com tanto significado se não as sentias? Fiquei eu dias à tua espera, semanas, só para voltar a ver a tua cara, só para voltar a receber um bom dia teu. Não te perguntei nada, perdoei-te tudo, como tenho feito até hoje. Depois de ti já tive com mais pessoas, mas passageiras, não quero nada, não gosto delas como gosto de ti, não espero por elas como espero por ti e não faço metade do que faço por ti. Já te encontrei na rua depois de teres ido embora sem uma palavra, falei contigo como não fosse nada. Falamos os dois como se não tivesse passado nada. Eu falei contigo com o coração nas mãos e uma necessidade de te ter comigo e tu? Tu apenas falaste com uma conhecida.
Eu pensava que o tempo ia apagar-te da minha memória. Mas porque me lembro tão bem de ti? Do teu cheiro, da tua roupa, do teu andar, da tua voz, dos teus olhos, do teu silêncio, do teu sorriso, da tua personalidade, do teu perfume?

1 comentário:

Anónimo disse...

muito bonito o texto