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Até das cinzas renasce uma flor
Eu não sou o que pintas, eu tenho te amor
Tu só me fintas, deixas-me em furor
As formas como me evitas, provocam mais que dor.
Olhando pela janela vejo a tua imagem
Mundo é minha tela, tu és a minha mensagem
Vou colorindo a aguarela, a sensação que teus lábios me trazem
Como os teus olhos agem, fazem com que fique louco
Não me leves a mal, mas isto é muito pouco
Por ti grito até ficar rouco, faço um esforço
Porém tudo o que ouço, bate-me fundo até ao osso
Enterrasse no meu tutano,
Tu és a Divindade que vem abençoar meu ser mundano
A forma como me fazes tremer, ao pé de ti
Fico sem jeito, sentimento que para mim
Não precisa ser assim, porque tudo tem que ter um fim?
Nem pela minha mímese te apercebes?
Defendo a minha tese, nem sabes quantas vez me apetece
Que a ti um beijo desse, se eu pudesse...
Amor é um sentimento muito mau,
O gato amava a dona Chica e ela atirou-lhe o pau
A vida passa em 3 tempos
Passado, presente e futuro
Não viver do que perdemos, senão o 3º tempo torna-se mais duro
Teu interior não é escuro, como tu o fazes parecer
Só que criaste em ti um muro, para ele não transparecer
Mas eu apercebi-me, não cedes como verga ou vime
És a minha Julieta, este sentimento não apaga
Por mais água que meta, arde e queima
Dentro do meu peito, que ainda hoje teima e não aceita tua abstenção
Tu és a reminiscência, que me tira a cadência, me devolve a consciência,
Me desperta da sonolência, me prova e testa a inocência...
Mas que fazer? Paciência...
Não preciso de óculos e bata
Para comprovar que amar não é ciência.
Muito apaixonados vêm com muita filosofia,
Atitude fatela, eu posso ter esta ou aquela,
Tanto drama que parece novela,
Eu só preciso de ti minha donzela
Ando a balançar como um cinto sem fivela
A culpa não é tua, já tu disseste
Não se escolhe quem se ama, dá-me um babete,
Rebobina a cassete, começa tudo de novo
Quem vem 1º a galinha ou o ovo?
O homem ou a mulher?
Mas isso eu sei explicar...
Da roseira nasce a rosa
Da lua nasce o luar
Da mulher nasce o homem
E eu nasci para te amar
Por ti cada janela eu partiria
Cada porta arrombaria
O oceano nadaria, mas tu estás cá
A rapariga mais bela de Odivelas
E nem moras lá.
Filipe Abreu

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