A ideia de felicidade, sem ser com ele, parece-lhe absurda, sem sentido. Está sentada no sofá a olhar para a parede com os olhos enevoados, tem a visão turva pelas lágrimas que correm livremente pelo rosto.
Levanta-se, limpa os olhos com a palma da mão, percorre freneticamente a casa à procura de algum objecto dele, não encontra nenhum, nada que tivesse deixado para trás, que ela tivesse guardado. E porque o faria? Pensou que ele estaria sempre presente. Não tem nada dele mas tudo a lembra ele, (...)
Tiago Rebelo


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