Ausência de ti

Já não sei o que sinto, estou outra vez no mesmo beco sem saída, sem sentimentos. Voltei a esconder-me atrás de um muro, voltei a evitar a dor... Porque continuo a fazer isto? A fazer o que é mais seguro para mim? A dor, a desilusão, o não fazem parte da vida, porque os evito? Pensava mesmo que tinha passado essa fase, mas aparentemente parece que não... Será bom ou não? Não sei, não sei nada... Ver-te primeiro fazia-me ficar sem ar, sentia o coração a saltar do peito e quinta, 16-02, não foi isso que aconteceu, fiquei normal, na mesma, a verdade é que ia convencida de que te ia ver, a verdade é que eu já sabia que te ia encontrar ali, se não te tivesse visto aposto que ia ficar fula, assim como fiquei por te ver (que ortodoxo)... Segui o dia, sem saber bem o que pensar, só tinha a certeza de uma coisa, precisava de te ver, preciso de saber o que irei sentir... O que é certo é que no dia a seguir voltei a encontrar parte de ti e o que senti foi diferente, foi raiva, raiva por não te conseguir dizer o que sinto, por não falar contigo quando quero, por ser sempre eu a ver-te, a saber da tua presença e não o contrário, por saber que não pensas em mim como eu em ti, por te imaginar com outra sem ser eu! E eu estou cansada disto, de sofrer à calada, de sofrer por ti, porque nem um olá, um sinal teu obtenho. Tinha tanto para te dizer no Dia dos Namorados e mais uma vez ficou tudo por dizer, ficou tudo nos rascunhos... Lidar contigo é complicado, querer-te é impossível, só a tua ausência é que é a minha certeza e a minha dor. Continuas longe, sem um único sentimento e eu continuo-te a querer por perto, a vivenciar os nossos momentos na minha cabeça e continuo achar que um dia vamos ficar juntos, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer, mas é no que quero acreditar, podes culpar-me por isso? Amo-te demais para te deixar seguir em frente, quero-te tanto que só a tua presença irá fazer com que volte à minha sanidade mental.

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