Dream, dream, dream

Aquilo que sou hoje devo um bocado a ti, mudaste-me, tornas-te numa pessoa melhor, numa jovem-adulta com responsabilidades. Tenho pena de te ter perdido... Não estás comigo mas sonho contigo, gosto de sonhar do que vai acontecer, daquilo que podia ter acontecido se não tivesses ido sem um aviso anterior... Imagino tudo que possas imaginar, imagino cenas cinematográficas... mas sinto diferenças do que já pensei, hoje a minha energia não é metade do que era... Antes eu queria tanto, mas tanto que tu me amasses, apostei tudo em ti, dei tudo o que tinha e o que não tinha. Sempre soube respeitar o silêncio das outras pessoa, sempre lidei com ele, mas com o teu é difícil, é difícil demais. É-me difícil não saber o que fazes da vida, é-me difícil ver-te a ter uma vida paralela com a minha, não sei como suportar a dor, apenas não sei. Procuro-te em todos os cantos, se estou distraída sei que sou capaz de abrir uma gaveta e tentar a minha sorte, penso que talvez te vá encontrar lá... Amei-te pelo que me fizeste sentir, pelo que fazias quando a noite nos encontrava, pelo que me fazias sentir, pelo que eras e me fizeste ser. E ainda amo... Sentias-me? Percebias como era sonhadora quando estava contigo? Era doce, diferente, não conseguia ver-te chateado, odiava quando chegava a hora de partires ou de eu partir. Odiava quando tudo nos corria ao contrário, amava ler as tuas mensagens, amava tudo em ti, finalmente encontrara alguém que preenchera todos os meus requisitos, agora sei que vai ser impossível encontrar alguém melhor que tu, encontrar alguém que me faça sentir o que me fizeste sentir. Sei que dizem que o amor verdadeiro é um processo e não um acontecimento, mas sinto que o meu amor por ti é verdadeiro, se calhar foi um processo pelo qual nem dei conta. O que percebi foi que deixei de sonhar. É triste, dói, dói mesmo! E eu não deixei de sonhar porque quis, deixei de sonhar porque fui obrigada. Sonhar contigo também doía demais. Em vez de te ganhar o coração, perdi-te para sempre, disto também sei. Não oiço à tua voz há tanto tempo, tempo ao qual já perdi a conta, tempo que não posso recuperar, meses perdidos para sempre... E as mensagens que estão por trocar? Não tens saudades? Não, mas eu tenho. Habituaste-me mal...

Corria o mês de Setembro, mas fazia calor de Agosto, o que não evitou um ataque de hipotermia quando me disseste que já não gostavas de mim.

1 comentário:

Dii disse...

está tão fantástico!