Éramos o par perfeito, sabes?

Vejo-te mais uma vez, não te chego bem a ver, mas sei que estás lá. Sei que estás e não sei onde, com quem, nem porquê. Não sei o que fazes, não sei onde costumas andar, já não conheço os teus hábitos... Tudo o que resta são memórias, memórias que o tempo vai acabando por fazer o seu trabalho, vai fazer com que desapareçam, mesmo que eu não queira... De que me serve lutar contra ele? Pouco ou nada... Só me resta escrever, guardo os nossos momentos para me ir relembrando, para não deixar escapar um pormenor que seja.
Ainda sorrio ao falar de ti, ainda choro por saber que me deixaste - antítese? Não. realmente sorrio e choro, se calhar em segundos diferentes, mas faço-o - o amor é tão indizível! Podia dizer tanta coisa sobre ti e não dizer aquilo que realmente queria, podia apenas dizer uma palavra e dizer tudo... Não sei o que dizer sobre ti, pouco parece-me pouco, muito parece-me exagerado, no meio? No meio parece-me mediado, nada... Uma obrigação, uma mentira, talvez.
Para ti não passo de mais uma, uma de quem ninguém pode saber e tu para mim não passas do tal... pois, és tão capaz de ser o tal, mas... há sempre um mas.

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