Mais um dia

Deito-me e acordo todos os dias com um sentimento difícil de explicar, a dor é demasiado grande para viver com isto sozinha. Sinto um vazio tão difícil de preencher! Este espaço nunca será preenchido por mais ninguém, mesmo que eu queira não vou voltar a ser o que era. Dizem que o amor de Verão é uma coisa pequena, que passa, que é uma paixão bonita, mas tu foste mais que isso! Marcaste, deixaste uma grande marca. Nunca te irei esquecer... Nunca me senti assim, tão miserável, tão cheia de certezas que não voltas, que não vamos voltar a estar juntos... Não tenho uma ponta de esperança... Isto dói. Quando se tem a certeza do fim, dói. Ter a incerteza que não acabou, dói também, mas é diferente... A dor não é semelhante. É sinal que há conversas, que as saudades se vão matando, que há uma ponta solta na relação mal acabada.
Eu não tenho motivos para sair da cama, não tenho vontade de encarar o Mundo sem ti, não me apetece fazer nada se eu não te tiver ao meu lado! Levanto-me e penso "é mais uma dia" mais um dia em que não te tenho, mais um dia longe de ti, sem uma palavra tua, sem uma imagem tua... Tudo o que me resta são memórias, que vão acabar por não se tornarem tão claras. Tenho medo disso, medo de ler as tuas mensagens, que me vão fazer lembrar e relembrar o que (não) quero. Não tenho perguntas para te fazer, sei que não sentes saudades minhas, sei que se não estiver na tua vida que te é indiferente, que não sentes nada, que queres que eu te esqueça, que esqueça o que passamos e que não conte a ninguém.
Vai ser complicado esquecer-te, vai ser difícil encontrar alguém como tu ou melhor, por isso não vou tentar esquecer-te, vou deixar o tempo andar... Eu não desisti de ti, porque eu nunca lutei por ti. Entreguei-te de mãos beijadas, pela certeza que tinha de nunca vencer esta batalha.
E sabes quais são ainda os meus desejos? Que voltes, que gostes mais de mim do que eu de ti, que te tenha ao meu lado todos os dias até ao fim dos meus dias...

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