20-2

Tenho medo que a tua mensagem de ontem tenha sido a última. Tenho mesmo medo, quando deixaste de dar notícias liguei-te na esperança que fosses atender. nem que fosse sem querer. Liguei-te para saber o porque de me "esqueceres" em horas. Tu não me esqueceste, pois não? Tu nunca gostaste, assim é impossível esquecer. Ainda espero por uma mensagem tua, durante um mês esperei por ti. Depois mais umas semanas, e agora? Por quanto tempo vou ter que esperar? Dias? Semanas? Meses? Anos? Este insuportável silêncio que se arrasta... Que não me deixa avançar. Tu mentiste-me, mentiste-me quando disseste que era uma "menina especial". Mas que raio significa isso?! Este sentimento de rejeição não me larga, mas deixa-me ter esperança, que tudo vai ficar bem, que tudo vai correr bem, mas no fundo sei que não passa duma falsa esperança. Mas preciso dela.
Daqui a uns anos não me irei lembrar de ti, não irás ser o motivo da minha dor, mas enquanto és, sofro, dói e pouco posso fazer. Enquanto estou a falar de ti, tu estás distraído na tua bela vida, seguindo a vida, curtir à brava. Não tens é noção do sofrimento que deixaste aqui, que deixaste para trás. Tu não precisas de mim, abandonaste-me. E tu sorris, sorris verdadeiramente e eu? Eu sorrio também, com uma diferença, o meu é falso. E tu, olhas para mim quando me vês? Pensas em mim quando não estou? Sou-te indiferente? És incapaz de gostar? Mais umas perguntas cujas respostas nunca vão ser ouvidas, mais uma vez vou pensar em ti, e vou imaginar mais um encontro entre nós.

Volta no vento(...) eu sei quem és p'ra mim.

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