22-01-2011, queria-te ao meu lado, não do meu lado.


"A vida não é o que deseja, sozinha, pensa e repensa no que fez de mal desta vez."

Um mês depois encontro-te, (um mês certo! será que a minha vida anda sempre à volta de um mês? Bolas!) volto a ver a tua cara, a cara que me deixava feliz, que me fazia rir, que me dava segurança, que era a minha cara metade, a que eu queria ver até ao fim da minha vida ao meu lado. Queria tanto que quisesses o mesmo, que mudasses um bocado, que viesses atrás de mim... Agora a tua cara traz-me uma dor no peito, como nunca pensei que fosse possível, traz-me aquele aperto no peito, cada vez que me lembro de ti, cada vez que penso nos bons momentos, cada vez que desejo que estivesses aqui! Com tanto rapaz no mundo tinha de ficar presa a ti? A ti? Logo a ti? Porque? Porque raio conseguiste que eu ficasse com a necessidade de receber notícias tuas? Como? Queria tanto receber uma simples mensagem tua, queria mesmo que percebesses o erro... (se foi um erro...) Ai a desilusão foi grande, mesmo das grandes.
Eu dou por mim a pensar, e dou por mim a sentir a tua falta, apetece-me mandar-te uma mensagem, ligar-te, dizer que sinto a tua falta, que te quero perto de mim e que se desisti foi por tua culpa, tu não me deste nem uma esperança para lutar por ti, não me deixaste nada, só um vazio, um vazio irreversível. Como cheguei a este ponto? Nunca pensei que isto fosse possível...
Sabes o que faço para recordar bons momentos? Passo por os locais onde te encontrei vezes e vezes sem conta, ou melhor todos os dias, mesmo que me fique fora de mão, fico triste, melancólica, com vontade de chorar, a pensar no que fiz de mal, na esperança que me mandes uma mensagem, na esperança que percebas que gostas de mim. Acordo a pensar em ti, todos os dias, passo o dia contigo, pelo menos no meu pensamento, não te consigo tirar de mim nem por uns breves segundos, estás mais em mim do que mais um alguém se atreveu a estar. Passeio contigo, no meu pensamento, a ouvir as nossas músicas, as músicas que me lembram de ti constantemente, lembro-me também das minhas músicas, as que me fazem soltar um bocadinho da minha raiva, as que mandam toda a gente dar uma volta ao bilhar grande *mas que grande eufemismo*... Soube bem voltar-te a ver. Queria saber o que ia sentir, como ia ficar, o que ias fazer,... O tempo que eu esperei por aquele momento para o tornar num minuto... Custa tanto falar nisto, custou-me ver-te ali ao meu lado e não poder fazer nada... Volta, por favor, volta! Só queria que me tivesses a testar e que viesses ter comigo a dizer "Preciso de ti, preciso de ti ao meu lado,..." e mais umas poucas lamechices mas posso ficar sentada à espera.. E se calhar ainda bem, se calhar não preciso assim tanto de ti, pelo menos por agora não... Sabes o que me enerva? Eu, eu enervo-me! Odeio o facto de não amar ninguém, de ser assim, de ter medo da felicidade, de tanta coisa...
O que preciso hoje? Preciso de ti, mais do que nunca.

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