Às vezes, quando estou em casa sozinha apetece-me chorar, gritar, dizer o que nada foi dito, voltar atrás e deitar tudo cá para fora. Sinto que não tenho controlo no meu corpo, não choro quando quero, não faço nada do que quero quando quero. Se chorar acho que sou uma fraca. Não quero demonstrar isso, ninguém me pode ver chorar (no meu intimo é assim que penso). O meu coração às vezes fica tão pesado, custa respirar e não sei bem o que sentir por vezes. Hoje, quando estava a escrever (a continuação) da mensagem de bom ano novo para ti chorei, chorei mesmo (não foi por ti, foi por mim. Pelas tentativas falhadas, por toda a burrice da minha parte e por ti, se calhar por saber que eras a minha última esperança, por saber que irei mudar drasticamente no novo ano).Chorei com o meu pai ao lado, e a dor que senti foi tão forte, estar a escrever aquelas palavras que me trouxeram à memória os nossos momentos doeu demais. Disse o que queria e o que não queria também. Ficou muito por dizer e a sensação do vazio preencheu o meu vazio. (Deu um vazio maior, no final de tudo). Cada frase que escrevi não foi em vão, foi a pensar em ti, no que me disseste e no que sentia. Espero obter uma resposta digna, uma desculpa aceitável (sim, porque eu ando a inventar desculpas para mim sobre a tua ausência) e uma boa passagem de ano. Espero que me dês isso.

1 comentário:
Hoje estás para me chatear, ora lê bem os teus textos Maria Raquel! Bem :)
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