Hoje tive uma noite longa, chata, assustadora e foi passada de olhos abertos. Perto das cinco da manhã acordo sem noção das horas, sem perceber bem o que tinha. Só me lembro de acordar e dizer a mim mesmo "Por favor que seja cedo ainda.". Ao dizer esta frase reparei que algo estava diferente em mim. Fui ver as horas e noto que tenho um pequeno, grande, inchaço no meu lábio superior... Sem pensar duas vezes levantei-me acendi a luz e fui ver-me ao espelho. Estava de meter medo ao susto. Entrei em pânico (deixo cair o telemóvel, faço mais barulho do que queria ter feito, apanho os pedaços que lhe saltaram e ligo-o novamente) ao pensar no que poderia ser. Parei. Voltei para a cama e rebolei nela horas e horas a fio. Senti a minha mãe a meio da noite e nem ajuda lhe pedi. Não havia nada a fazer... Continuei a rebolar na cama, com pensamentos menos bons, com questões que estão por colocar, sentia barulhos estranhos aos quais não liguei muito e nisto tudo voltava a pensar em tudo que poderia ter feito. Algo errado, uma justificação para isto tudo. Por vezes o meu pensamento era interrompido pelo meu pensamento. Outras duvidas eram colocadas na 'mesa' também. Foi assim até às 7:40. Hora que a minha mãe foi me chamar para ir para a escola. Com a seguinte frase "Queres ficar na cama? Está muito vento, não te vai fazer bem ires.". Eu respondi-lhe que ia, que tinha de ir, pensando eu que o meu lábio poderia estar melhor, sempre na esperança que isso pudesse acontecer. Levantei-me, fui buscar umas calças, sempre a pensar no estado na minha cara, olho para o espelho e vejo que não melhorou. Desisti das calças, disse à minha mãe que não iria à escola e voltei para a cama depois do pequeno-almoço. Continuei a pensar, cansada já. Queria dormir, só isso.Finalmente o cansaço venceu-me e adormeci.

1 comentário:
Até para falares da merd* de uma noite, tu consegues fazê-lo bem. Devem ter sido das poucas que me conseguiram prender a um texto falando-me apenas de como a noite tinha sido má.
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