
Como vou começar este texto? Nem eu sei... Não sei porque o estou a fazer, não sei porque o fiz, não sei nada! Ando à deriva, por completo... Faço cenas sem as pensar. Porque motivo estive contigo? Porque motivo estou contigo? Porque motivo não fico em casa? Já não me conheço... (Sim, sou a menina dos porquês) Se pensar um bocado não é isso que quero, não é! Eu quero outro, eu quero outra coisa! Quero alguém que não posso ter. (Será que quero? Não estarei a distorcer a realidade? Não estarei eu a pensar mal? Acho que sim, eu não sinto nada, estou sem sentimentos, voaram todos e não querem voltar... Tenho medo de sofrer, tenho tantos medos... Só isso faz com que eu tenha um muro enorme à minha volta e não quero deixar entrar ninguém, prefiro a solidão ao sofrimento, nada bom de se dizer, mas acho que é a verdade, a pura verdade.)
Agora que falaste comigo com as palavras certas já não sei o que quero. Fiz asneira, mais uma vez.

1 comentário:
O maior erro do ser humano é construir muros, em vez de com essas mesmas pedras construir pontes. Erros? Todos os cometemos, sabes bem disso. Quantas foram as vezes que fui ter contigo pedir apoio, um porto de abrigo porque simplesmente mais uma vez entre tantas eu me tinha perdido? Quantas foram? Porque não fazes o mesmo? Porque é que pelo menos uma vez na vida não te mostras tal e qual como estás, vulnerável? Ai minha piquena, tens ainda tanto tombo pela frente… Dói-me tanto.
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