
Sou a senhora lugar nenhum, estou em baixo, não me consigo levantar.
Eu não quero fazer nada, nunca quero... Nunca quero saber o que fiz comigo, se me destruí ou não...
Vou perder o próximo comboio, já é hábito meu...
Não sei onde estive, não sei para onde vou, não sei o que faço, ando sempre perdida e mais uma vez, nunca sei o que estou a fazer comigo...
Eu vejo todas as pessoas a desaparecer, nunca estão comigo muito tempo.
Sabes qual foi o meu único erro? Foi nunca ter-te conseguido desapontar...
Não devia perder tempo, devia já queimar a minha mente...
Sou como uma garrafa de dor que está sempre cheia... Sou eu assim.
Tu tiveste-me, não quiseste...
Sou mal usada, mal interpretada... Mas não preciso de ser salva, obrigada.
Sou a senhora desesperada. E eu estou constantemente presa.
Sou a senhorita nada, a senhorita tudo...

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